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    Nuvens privadas estão se tornando uma opção popular para organizações que desejam reduzir custos e melhorar a confiabilidade de sua infraestrutura de TI. Uma pesquisa da IDC com mais de 2,2 mil entrevistados descobriu que o modelo privado representará 40% de todas as implantações de nuvem até 2023.

     É desnecessário dizer que a decisão de implantar uma nuvem deste tipo deve ser bem pensada e estratégica. As empresas precisam definir e expor suas necessidades, expectativas e objetivos claramente antes de concentrar esforços em um projeto.

    Se sua organização pensa em tornar privados seus serviços de computação em nuvem, é importante entender quais fatores podem contribuir para o sucesso do projeto. 

    Veja, neste post, como aumentar a aderência das soluções em nuvem.

    1. Tenha visão e construa um plano estratégico e tático

    As organizações precisam de soluções em nuvem por vários motivos: requisitos regulatórios, gravidade dos dados, impulso da infraestrutura legada, limitações dos conjuntos de habilidades da equipe ou até prazos dos projetos.

    Segundo a Gartner, muitas implantações de nuvem privada falham em prover resultados significativos. A questão é que, em alguns projetos de cloud computing, as expectativas não são definidas corretamente e os objetivos criados não são realistas, levando a resultados ruins. 

    Mas não é preciso ser sempre dessa maneira. Uma vez claro o entendimento de quais problemas você precisa resolver para os stakeholders, é necessário se definir os requisitos e objetivos do projeto de cloud computing de forma muito clara. Por exemplo, olhe para esses pontos com os desenvolvedores como uma solução em uma nuvem privada ajudará a mitigá-los. 

    Mudar para nuvem privada requer foco, perseverança, motivação, responsabilidade e comunicação. É preciso entendimento dos custos do serviço existente, realizando uma análise de TCO (Total Cost of Ownership).

    Algumas perguntas importantes vão ajudar:

    • Como o dia a dia da área de operações se comporta para passar a suportar uma infraestrutura privada?
    • É necessário definir um modelo de chargeback para os stakeholders? 
    • Quais os tipos de workloads você planeja mover para a nuvem privada?
    • Qual será o mínimo footprint (armazenamento) e até mesmo o máximo footprint? 
    • As soluções em nuvem (ou não) atuais irão se integrar facilmente com os pipelines de CI/CD existentes e o fluxo de trabalho dos desenvolvedores? 
    • A atual infraestrutura já provê contêineres para os desenvolvedores ou ainda é preciso criar um plano para a sua adoção?

    Se algum componente precisa ser redesenhado ou recriado, todos os esforços têm que ser considerados. O processo de deployment de aplicações talvez precise ser alterado para prover uma integração para os times de desenvolvimento. 

    Os SLAs (Service Level Agreements) precisam ser definidos e a forma de como monitorar os KPIs (Key Performance Indicators) para os seus stakeholders. No entanto, sem metas ambiciosas, você não terá o impulso necessário.

    2. Faça o design pensando em flexibilidade

    Depois de saber quais serviços serão entregues e qual seria o modelo operacional, é fundamental manter flexibilidade suficiente no design da solução. As fases de projeto e desenvolvimento não devem ser negligenciadas, até porque serão necessárias múltiplas iterações. Planeje e tenha em mente que haverá falhas desconhecidas ou complexas.

    Em um modelo de nuvem privada, você precisará ser um defensor, demonstrar valor agregado, construir uma comunidade, apoiá-la e explicar a quem seja necessário por qual motivo este é o caminho. 

    Primeiro, entregue um MVP (Minimum Viable Product) sólido, que traga valor comercial crítico e que irá definir o seu sucesso. Certifique-se de que você poderá evoluir a infraestrutura física, tanto quanto a camada virtualizada ou conteinerizada

    Não faça da sua solução de nuvem privada apenas um "projeto de TI". É importante tentar suavizar a curva de aprendizado e ser ágil. Comece pequeno, padronize os workflows dos desenvolvedores, aproveite as vLANs, limite o deployment para os serviços principais (por exemplo, gerenciamento de identidade, rede, computação, armazenamento) e tenha um procedimento claro para atualizações. 

    Mantenha os serviços avançados para mais tarde, depois de demonstrar a viabilidade dos serviços básicos.

    3. Automatize a infraestrutura

    Uma parte crítica de uma implantação da nuvem privada é a forma como o data center é gerenciado. Isso inclui o processo de gerenciamento de ativos. Pense nisso, identifique o que a sua empresa é boa e o que não é. Dependendo do investimento, expertise da equipe e objetivo, você pode assumir mais, mas não subutilize seus fornecedores.

    Como parte desta "automação de hardware", assegure-se de ter um design que se encaixe na localização do data center. Você provavelmente não quer saber sobre questões muito técnicas, então aproveite seu fornecedor de data center para fornecer informações e revisões de design. 

    São muitos os detalhes a serem pensados. Esses são elementos críticos para entender, racionalizar e controlar, a fim de criar as bases de uma nuvem privada bem-sucedida, que pode ser totalmente automatizada através do código.

    4. Seja transparente

    À medida que você entra em produção com a sua nuvem, é preciso certificar-se de fornecer informações suficientes para que os stakeholders entendam o progresso. Não tenha medo de mostrar os riscos e o estado geral da sua nuvem. 

    Você fornece atualizações claras de planejamento de capacidade e quantos recursos de computação em nuvem estão disponíveis? Seus stakeholders entendem a limitação do projeto atual e como isso afeta o uso de sua aplicação? Como você fornece visibilidade para criar confiança? Você tem sobrecarregado recursos de computação em nuvem e está abusando de taxas de subscrição? 

    Todas essas questões precisam ser respondidas para fornecer confiança e suporte aos seus stakeholders a cada iteração e enquanto o ambiente cresce.

    Uma nuvem privada não é um simples projeto de tecnologia, deve ser uma decisão estratégica. Compreenda o quadro geral, obtenha o apoio de seus stakeholders e, em seguida, crie um plano ágil que permita fazer a migração, falhando e corrigindo rapidamente quando for necessário. 

    Gostou do tema e quer saber como não cair em armadilhas? Então conheça os 5 erros de implantação de uma nuvem privada a serem evitados.