A diferença prática é manutenção sem parada. Tier II tem componentes redundantes mas caminho único de energia e refrigeração, então manutenção programada exige janela de indisponibilidade. Tier III tem múltiplos caminhos, com um ativo e outro disponível, e permite manter o ambiente no ar durante a manutenção. É esse salto que o mercado corporativo brasileiro adota como referência.
A classificação Tier, criada pelo Uptime Institute, é o sistema de classificação mais reconhecido no mundo para medir a alta disponibilidade, confiabilidade e desempenho de data centers.
Por meio de critérios técnicos que envolvem caminho de distribuição, sistema de refrigeração, redundância elétrica e tolerância a falhas, é possível avaliar com precisão a capacidade de operação de uma infraestrutura crítica.
No Brasil, o data center Tier III é o nível mais avançado atualmente em operação, padrão adotado por todos os data centers da EVEO. E um alerta importante: qualquer promessa comercial de Tier IV no país não passa de ilusão, já que esse nível ainda não está disponível por aqui.
O que é Tier II? Redundância parcial
O Tier II evolui em relação ao Tier I, que conta com sistema de refrigeração e caminho de distribuição elétrico, mas não possui redundância. Nesse nível, são adicionados componentes duplicados em pontos críticos, aumentando a tolerância a falhas.
A disponibilidade chega a 99,749%, o que representa até 22 horas de inatividade por ano. Este nível é adequado para empresas que não operam 24/7, mas não atende totalmente organizações que precisam de operação contínua.
O que é Tier III? Alta disponibilidade
O Tier III é projetado para operação contínua, exigindo redundância total em todos os principais sistemas e caminhos de distribuição, garantindo que falhas ou manutenções não impactem o funcionamento. A disponibilidade mínima é de 99,982%, ou seja, no máximo 1,6 horas de downtime por ano.
Esse padrão é essencial para empresas que exigem operação contínua, como bancos, hospitais, indústrias automatizadas e e-commerces de grande porte.
A diferença entre 22 horas (Tier II) e 1,6 horas (Tier III) não é apenas numérica: pode representar milhões em perdas ou a manutenção da continuidade do negócio.
O padrão adotado pela EVEO
Todos os cinco data centers da EVEO possuem certificação Tier III pelo Uptime Institute e estão estrategicamente localizados em São Paulo (Cotia e Osasco), Curitiba (PR), Fortaleza (CE) e Miami (FL). Essa distribuição garante alta disponibilidade, conectividade nacional e internacional, redundância total e continuidade operacional mesmo em cenários de falhas ou manutenções.
Mais do que um selo de qualidade, a classificação Tier é a métrica que comprova a resiliência da infraestrutura.
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A classificacao completa: Tier I a Tier IV
A certificacao Tier descreve o nivel de redundancia da infraestrutura fisica, e cada nivel muda quanto tempo o ambiente pode ficar indisponivel por ano.
Tier I. Caminho unico de energia e refrigeracao, sem redundancia. Qualquer manutencao exige parada.
Tier II. Componentes redundantes, mas caminho unico. Reduz falha de equipamento, nao elimina parada para manutencao.
Tier III. Multiplos caminhos de energia e refrigeracao, com um ativo e outro disponivel. Permite manutencao sem derrubar a operacao. E o patamar que o mercado corporativo brasileiro adota como referencia.
Tier IV. Tolerancia a falha, com caminhos simultaneamente ativos e compartimentacao fisica. Qualquer componente pode falhar sem impacto.
O salto que mais muda a operacao no dia a dia e o de II para III, porque e ali que a manutencao deixa de exigir janela de parada.
Tier III em ambiente virtual
Vale separar duas coisas que costumam ser confundidas. A certificacao Tier e da instalacao fisica, nao do servico. Um data center virtual hospedado em predio Tier III herda a redundancia de energia, refrigeracao e conectividade daquela instalacao, mas a disponibilidade que voce contrata depende tambem da arquitetura do servico e do que esta escrito no SLA.
Ou seja: Tier III e condicao necessaria e nao suficiente. Pergunte pelas duas coisas, a certificacao do predio e o SLA do servico.




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