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    O setor de TI evolui muito rápido. E depois da era das máquinas virtuais (VMs), que permitem a instalação e uso de um sistema operacional dentro de outro, surgem novos métodos para a otimização das operações.

    Trata-se de novos conceitos e tecnologias, que proporcionam muito mais agilidade, eficiência e organização, tanto para o desenvolvimento de softwares quanto na criação de ambientes virtuais leves e isolados.

    Já ouviu falar de Microserviços, Containers e Dockers? Então continue a leitura e tire todas as suas dúvidas sobre o assunto, além de conferir algumas formas sobre como essas novas tendências podem ser utilizadas! Acompanhe.

    1. O que são Microserviços, Containers e Dockers?

    Para não misturar os conceitos, vamos explicar separadamente o que representa cada um.

    Microserviços

    A arquitetura de Microserviços é um método diferenciado adotado, principalmente na criação de aplicações, com alta popularidade entre desenvolvedores.

    Para ser mais específico, é um método de desenvolvimento de softwares e aplicativos que pode ser implementado de forma modular, dentro de Containers, com conjuntos menores incorporados de maneira integrada aos poucos.

    Cada serviço pode executar um processo único e se comunicar com outros por meio de um mecanismo leve e bem definido para atender a um objetivo corporativo.

    Antes de os Microserviços ganharem popularidade, a maioria dos sistemas eram desenvolvidos de forma monolítica, ou seja, sem flexibilidade. Na prática, todas as partes do software são fortemente conectadas, de forma que qualquer alteração ou falha em um ponto qualquer pode causar a indisponibilidade de todo o sistema.

    A principal vantagem na utilização de Microserviços é a possibilidade de substituir essas aplicações monolíticas por serviços pequenos e independentes e que ainda podem ser reutilizados em outras funções.

    Containers

    tecnologia de Containers promete mudar a maneira como as operações de TI são realizadas hoje, assim como a tecnologia de virtualização de servidores fez há alguns anos.

    Em vez de usar um sistema operacional para cada estrutura, como na virtualização, os Containers são blocos de espaços divididos pelo Docker em um servidor, o que possibilita a implementação de estruturas de Microserviços que compartilham o mesmo sistema operacional. Porém, de forma limitada (conforme a demanda por capacidade).

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    O fato de os Containers não terem seus próprios sistemas operacionais, permite que eles consumam menos recursos e, com isso, sejam mais leves.

    Quando um Container é criado, ele contém componentes que são necessários para executar o software que rodará sobre ele. Isso inclui arquivos, variáveis de ambiente, dependências etc.

    O sistema operacional do servidor controla o acesso do Container aos recursos físicos da máquina. Esse controle é importante para evitar que apenas um consuma todos os recursos sozinho.

    Uma das grandes vantagens dos Containers é sua portabilidade. Isso porque cada imagem conta com suas respectivas dependências, o que permite o perfeito funcionamento dos aplicativos que rodarão dentro do Container.

    Por isso, uma mesma imagem de Container pode ser executada em uma instância na nuvem ou em um servidor dedicado, por exemplo.

    Dockers

    Docker é, provavelmente, a solução de gerenciamento de Container mais conhecida. Ele fornece uma plataforma integrada, testada e certificada para hospedar e executar aplicações em sistemas operacionais Linux, Windows e por provedores de nuvem. É a tecnologia que torna possível a criação de Containers bem estruturados no servidor.

    Dessa forma, essa é uma ferramenta para viabilizar a utilização de Containers e Microserviços em servidores com mais facilidade, pois permite empacotar os aplicativos para que possam ser movimentados facilmente.

    O Docker permite, por exemplo, que uma biblioteca possa ser instalada em diferentes Containers sem que haja qualquer interdependência entre eles. Essa característica tem o objetivo de facilitar o gerenciamento de códigos e aplicativos.

    2. Quais são as vantagens de usar essas soluções?

    Agora que você conhece um pouco mais sobre cada solução, descubra as vantagens de usá-las.

    Independência entre aplicativos e infraestrutura

    O setor de TI ganha uma verdadeira independência entre aplicativos e infraestrutura, o que permite a criação de um modelo mais inovador e colaborativo, como o DevOps (Development and Operations).

    Ou seja, libera os desenvolvedores e profissionais de operações para usarem seu potencial em um modelo mais colaborativo e de maior integração. Tudo isso contribui para reduzir o consumo de recursos de TI.

    Ambiente completo

    Fornece um ambiente completo para rodar aplicações, que englobam bibliotecas de códigos e arquivos de configuração necessários, agrupados em um único pacote. Nesse caso, as diferenças nas distribuições do sistema operacional e na infraestrutura subjacente são abstraídas.

    Menos recursos necessários

    Um servidor que executa diversos aplicativos em Containers, por exemplo, pode depender de apenas um sistema operacional, com o kernel compartilhado. Cada parte dele funciona como somente leitura, enquanto os Containers ganham montagens individuais e personalizadas de acordo com as necessidades das aplicações. Isso significa que são muito mais leves e usam menos recursos do que as máquinas virtuais.

    Livre escolha da linguagem de programação

    Como os scripts podem ser implementados de forma modular (partes menores), não dependem da mesma codificação, o que permite aos desenvolvedores a opção de escolherem uma linguagem de programação que estão mais familiarizados para trabalhar. Essa flexibilidade permite a criação de softwares com maior rapidez, custos mais baixos e com menor índice de falhas (bugs).

    Módulos reutilizáveis

    Os módulos são reutilizáveis, o que permite que sejam implementados em outros projetos que estejam em desenvolvimento.

    Maior capacidade de armazenamento

    Enquanto uma máquina virtual, com o seu próprio sistema operacional, pode ter vários gigabytes de tamanho, um Container tem apenas algumas dezenas de megabytes. Por causa disso, um único servidor pode hospedar muito mais Containers do que uma máquina virtual.

    Livre escolha de protocolo de comunicação

    Na integração, os profissionais são livres para escolher qualquer protocolo de comunicação que considerem adequado. Mas, na maioria dos casos, o REST (Representational State Transfer) é o método mais utilizado devido à sua complexidade ser comparativamente menor em relação a outros protocolos.

    Ferramentas para gerenciamento de banco de dados

    Formam um conjunto de boas ferramentas para o gerenciamento de banco de dados relacional e usam frequentemente a arquitetura NoSQL e microSQL, que podem ser conectados a bancos de dados convencionais.

    3. Para que essas soluções são mais indicadas?

    Como falamos de tecnologias que se complementam para oferecer uma solução mais específica, existem condições ideais para a sua aplicação. Veja agora alguns exemplos.

    Quando há a necessidade de otimizar as operações

    O uso do Docker é uma boa alternativa para formar arquiteturas de Microserviços, agregar portabilidade às aplicações e facilitar o acesso aos recursos disponíveis.

    Isso porque ele incorpora uma sofisticada solução de gerenciamento de Containers, que contribui para facilitar a adição e edição de scripts, bem como a automação de processos.

    Ao priorizar o tempo de desenvolvimento e execução de um aplicativo, a facilidade de criação e implementação dos códigos é primordial. Nesse caso, o Docker entrega um desempenho superior aos que são registados nas máquinas virtuais.

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    Quando o CPU anda muito sobrecarregado

    A tecnologia de Container é normalmente usada para automatizar a implantação e uso de conjuntos de aplicações para a produtividade, além de delimitar os espaços de cada usuário na área de trabalho no Windows Server, por exemplo.

    Cada usuário compartilha o mesmo sistema operacional, instância do kernel, conexão de rede e sistema de arquivos base (banco de dados). Dessa forma, partes de um aplicativo são executadas em um ambiente separado. Isso reduz significativamente o uso de capacidade do CPU.

    Como não há a necessidade de carregar um novo kernel toda vez que uma nova sessão for iniciada pelo usuário, isso alivia a carga associada à execução de vários sistemas operacionais ao mesmo tempo no servidor. Essa é uma das principais razões pelas quais a tecnologia de Container é frequentemente usada.

    De forma geral, o Container é mais indicado para projetos que visam modernizar os métodos de VM (Virtual Machines) para reduzir o consumo de memória e capacidade de processamento, enquanto executa mais aplicativos de forma separada no mesmo servidor.

    Também é uma solução eficiente para a execução de aplicações de forma confiável quando movido de um ambiente para outro nas fases de desenvolvimento, teste e entrega.

    Quando precisa elevar os níveis de competitividade

    Como a evolução das tecnologias de internet, softwares e hardwares acontece de forma acelerada, o setor de TI demanda modelos operacionais que entreguem flexibilidade para responder rapidamente às mudanças. Hoje, os usuários finais esperam experiências dinâmicas e consistentes em uma ampla variedade de dispositivos.

    Nesse cenário, contar com aplicativos baseados em um ambiente de nuvem dimensionável, adaptável, modular e rapidamente acessível é essencial, o que pede uma drástica mudança na abordagem produtiva.

    Ou seja, os Microserviços são ideais para projetos que demandam escalabilidade e suporte a diversas plataformas e dispositivos, o que inclui web, mobile, internet das coisas (IoT — Internet of Things) e dispositivos wearables, como smartwatches e fones de ouvido que se conectam por meio de bluetooth.

    Para padronização de ambientes

    O Docker permite construir ambientes com muita facilidade, basta executar as instruções contidas em Dockerfile, que é um arquivo texto com todas as diretrizes para a criação do Container.

    Esse recurso permite a criação de ambientes padronizados, o que é importante para, por exemplo, ser utilizado pelo pessoal de desenvolvimento de software. Ao criar ambientes que têm o mesmo padrão, você garante que toda a equipe trabalha com todas as dependências necessárias para a aplicação.

    Agilizar a recuperação de desastre — Disaster Recovery

    Uma das situações mais críticas é quando ocorre um problema grave que necessita da recuperação total do ambiente. Portanto, uma forma de ajudar a resolver o problema com mais agilidade é fazer o backup de uma imagem do Docker.

    Essa imagem é feita do momento em que o backup está em execução. Dessa forma, se ocorrer uma falha de hardware, é possível restaurar o backup em outro local.

    Esse recurso também é útil para recuperação de ambientes após a atualização de software. Ou seja, se após aplicar uma atualização no sistema der algum problema, basta voltar a imagem do ambiente anterior do Docker.

    No geral, é possível perceber que essas tecnologias se complementam para formar uma estrutura de desenvolvimento e operações mais eficiente na empresa, já que a arquitetura de Microserviços só é possível graças ao Container e ao Docker.

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