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    No mercado de cloud computing, uma tendência se consolida a cada dia: o Kubernetes vem se tornando o método padrão para implantar e gerenciar aplicações em nuvem. A tecnologia corporativa se destaca pela sua capacidade de mapear recursos de computação para as necessidades de serviços no paradigma de infraestrutura atual.

    Contudo, ainda são muitas as dúvidas sobre a ferramenta. Como ela funciona diante da nova camada de infraestrutura que é o blockchain? As duas tecnologias podem ser usadas em conjunto? Em caso afirmativo, a adoção do uso do Kubernetes para implantação das redes blockchain realmente deve ser acelerada? 

    Com o tempo, espero ver a interseção entre essas duas tecnologias se tornar cada vez mais relevante. Na verdade, a combinação da rede blockchain com os Kubernetes deve ser potencializada por três boas razões: (1) implantações simplificadas, (2) interoperabilidade e (3) capacidade de atualização. 

    Neste post, você vai ver como essas tecnologias podem ser combinadas. 

    Afinal, o que é blockchain?

    Blockchain é uma tecnologia revolucionária que fornece um livro digital compartilhado inviolável que permite o registro de dados em uma rede pública ou privada. Nessa estrutura, as transações são concluídas e armazenadas sem depender de uma autoridade central, como um banco ou agência governamental. 

    Em vez disso, usando uma combinação de criptografia, algoritmos de consenso distribuído e arquitetura ponto a ponto, o blockchain permite que as partes concordem com um registro de eventos sem precisar confiar em ninguém. As aplicações viabilizam transações com dinheiro digital, votação e comércio eletrônico, entre outras aplicações.

    Outro diferencial importante: a rede blockchain mantém um registro preciso de transações à prova de adulteração, aumentando o nível de segurança

    Kubernetes: conceito e aplicação

    Kubernetes, ou K8s, é uma plataforma de orquestração de contêineres de código aberto. Originalmente criado pelo Google e posteriormente doado ao Cloud Native Computing Foundation (CNCF), o Kubernetes permite que as organizações dimensionem, implantem e gerenciem automaticamente cargas de trabalho e serviços em contêineres. 

    Orquestrando clusters de servidores, o Kubernetes pode agendar contêineres para serem executados em hardware adequado com base em seus recursos de computação disponíveis e nas demandas exigidas para cada contêiner.

    Vale destacar que a infraestrutura pública atual de blockchain não é dimensionada em termos de armazenamento e gerenciamento de Big Data, o que dificulta a incorporação de sistemas blockchain para aplicações de big data. 

    A boa notícia é que o uso do Kubernetes para blockchain ajuda a dimensionar ambientes rapidamente e garantir alta disponibilidade, já que sempre existem vários contêineres em execução para serviços-chave. 

    Como o Kubernetes pode ser usado em uma aplicação blockchain?

    A experiência do desenvolvedor é uma parte fundamental do processo tanto na construção quanto após o lançamento de uma blockchain. Depois de construído, a implantação e o gerenciamento do blockchain se tornam simples e intuitivos.

    Nas operações de negócios, ser agnóstico na nuvem permite que todas as partes envolvidas em um serviço ou produto acessem as mesmas informações armazenadas em um blockchain sem revelar dados privados e internos. 

    Na prática, o Kubernetes permite configurar, implantar e gerenciar o blockchain privado de uma empresa de maneira mais automatizada, fornecendo os componentes necessários para manter a rede segura, escalável e à prova de falhas.

    O Kubernetes ajuda a implantar blockchain, no entanto, alguns elementos ainda exigem configuração manual feita pelos desenvolvedores. São tarefas importantes: 

    Criar manifestos YAML 

    É difícil escapar do YAML se você estiver fazendo algo relacionado a muitos campos de software — principalmente Kubernetes, SDN e OpenStack. YAML, que significa Yet Another Markup Language, ou YAML Ain't Markup Language é um formato baseado em texto legível para especificar informações do tipo de configuração. 

    O YAML é um superconjunto de JSON, o que significa que qualquer arquivo JSON válido também é um arquivo YAML válido. Então, por um lado, se você conhece JSON e só vai escrever um próprio YAML (em vez de ler o de outras pessoas), está tudo pronto. 

    Mesmo que você esteja apenas tentando encontrar exemplos na web, eles provavelmente estão em YAML (não JSON). Ainda assim, podem haver situações em que o formato JSON seja mais conveniente, por isso é bom saber que ele está disponível.

    Ao definir um manifesto do Kubernetes, o YAML oferece várias vantagens, incluindo:

    • Conveniência: não é preciso mais adicionar todos os parâmetros à linha de comando
    • Manutenção: arquivos YAML podem ser adicionados ao controle do código-fonte, como um repositório do Github, para que se possa acompanhar as alterações
    • Flexibilidade: é possível criar estruturas muito mais complexas usando YAML do que na linha de comando

    Desenvolver gráficos Helm

    Os gráficos Helm são uma das melhores práticas para criar clusters eficientes no Kubernetes. É uma forma de empacotamento que usa uma coleção de recursos do Kubernetes, os usando para definir uma aplicação.

    O Helm facilita o gerenciamento da implantação de aplicações dentro do Kubernetes por meio de uma abordagem de modelo. Todos os gráficos Helm seguem a mesma estrutura, embora ainda tenham uma estrutura flexível o suficiente para representar qualquer tipo de aplicação que se possa executar no Kubernetes. 

    Esse recurso também oferece suporte ao controle de versão, pois as necessidades de implantação certamente mudarão com o tempo. A alternativa é usar vários arquivos de configuração que você aplica manualmente ao cluster Kubernetes para ativar uma aplicação. Se aprendemos alguma coisa vendo a infraestrutura como código, é que os processos manuais inevitavelmente levam a erros. Os gráficos Helm nos dão a chance de aplicar essa mesma lição ao mundo do Kubernetes. 

    Kubernetes e blockchain em cloud computing: vantagens do uso conjunto das duas tecnologias 

    As empresas estão adotando o blockchain devido às suas várias possibilidades de uso, como: transferência de criptografia, informações confidenciais (especialmente em seguradoras), agroblockchain ou compra e venda de NFTs. 

    Neste contexto, o Kubernetes pode ajudar as empresas a usar blockchain para suas implantações simplificadas de pods e contêineres, interoperabilidade entre máquinas, ecossistemas de nuvem, capacidade de atualização de informações e processos em uma rede.

    O blockchain no Kubernetes permite a interoperabilidade de serviço entre organizações que são arquitetadas de forma diferente. 

    Além disso, é possível destacar outra vantagem do blockchain no Kubernetes: a implantação simplificada de redes blockchain e seus componentes por meio de clusters Kubernetes pode ser o padrão de adoção em pouco tempo. Isso porque eles resolvem dois grandes problemas que a blockchain enfrenta: a complexidade inerente à tecnologia e a integração na infraestrutura existente.

    Como você sabe, criar, implantar e gerenciar uma aplicação de software baseada em blockchain pode ser um desafio no início, especialmente se o processo é manual. 

    Sabendo disso, o Kubernetes é o melhor sistema para implementar um blockchain em suas operações de negócios de maneira prática e segura, sem muitos problemas posteriores.

    Se você quer provisionar, gerenciar e dimensionar facilmente a infraestrutura de em cloud computing, conte com os recursos certos. Invista na contratação de um parceiro de soluções tecnológicas, como a EVEO.