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📌 EM RESUMO
Existem três paradigmas de armazenamento, e escolher o certo depende do tipo de dado e da aplicação. O block storage (armazenamento em blocos) divide os dados em blocos de tamanho fixo e entrega baixíssima latência, sendo ideal para bancos de dados, máquinas virtuais e sistemas que exigem leitura e gravação intensas, é o storage que fica "embaixo" de um servidor. O file storage (armazenamento de arquivos) organiza os dados em hierarquia de pastas e diretórios, acessados por protocolos como NFS e SMB, sendo ideal para compartilhamento de arquivos entre usuários e aplicações, é o modelo de um NAS. O object storage (armazenamento de objetos), cujo padrão é a API S3, guarda os dados como objetos com metadados, identificados por uma chave única, em estrutura plana sem hierarquia, acessados via API HTTP. É ideal para dados não estruturados em grande volume: backups, mídias, datasets, logs, arquivos estáticos. Sua escalabilidade é praticamente ilimitada (horizontal), mas a latência é maior que a do block. A regra prática: block para performance transacional, file para compartilhamento hierárquico, object para volume e escala. Muitas arquiteturas combinam os três. O Object Storage S3 da EVEO entrega o paradigma de objetos compatível com a API S3 em data centers Tier III no Brasil, sem egress fee e sem cobrança por API, ideal para os grandes volumes em que o object storage brilha. Para arquiteto ou gestor de TI decidindo onde colocar cada tipo de dado, este artigo compara os três paradigmas e indica quando usar cada um.
Uma das decisões de arquitetura mais básicas (e mais erradas) em TI é escolher o tipo de storage sem entender as diferenças entre os três paradigmas existentes. Colocar um banco de dados transacional em object storage, ou tentar escalar um data lake em block storage, são erros que custam performance e dinheiro.
Este artigo compara os três modelos (object storage com S3, block storage e file storage), explicando como cada um funciona, seus casos de uso ideais e, principalmente, como decidir qual usar em cada situação.
Este artigo é para você se:
- É arquiteto de soluções, DevOps ou gestor de infraestrutura
- Precisa decidir qual tipo de storage usar para cada aplicação
- Quer entender a diferença entre object, block e file storage
- Está desenhando arquitetura de dados ou revisando a atual
- Avalia object storage para backups, mídias ou data lakes
Neste artigo:
Os três paradigmas de storage
Object storage, block storage e file storage Os três paradigmas de armazenamento de dados diferem na forma como organizam e acessam os dados. Block storage (armazenamento em blocos) divide os dados em blocos de tamanho fixo, acessados em baixíssima latência, ideal para bancos de dados, máquinas virtuais e sistemas de arquivos, é o storage que fica sob um servidor (exemplos: SAN, volumes de disco). File storage (armazenamento de arquivos) organiza os dados em hierarquia de pastas e diretórios, acessados por protocolos como NFS e SMB, ideal para compartilhamento de arquivos (exemplo: NAS). Object storage (armazenamento de objetos), cujo padrão de mercado é a API S3, guarda os dados como objetos com metadados, identificados por uma chave única, em estrutura plana sem hierarquia, acessados via API HTTP, ideal para dados não estruturados em grande volume como backups, mídias, datasets e logs, com escalabilidade horizontal praticamente ilimitada. A regra de decisão: block para performance transacional, file para compartilhamento hierárquico, object para volume e escala. A latência cresce de block (menor) para object (maior), enquanto a escalabilidade cresce na direção inversa. Muitas arquiteturas combinam os três paradigmas conforme o tipo de dado.
Antes de comparar, é preciso entender que os três paradigmas não competem diretamente: cada um foi projetado para um tipo de dado e padrão de acesso diferente. A confusão surge quando se tenta usar um no lugar do outro.
A diferença fundamental está em como os dados são organizados e acessados: block trabalha com blocos brutos, file com hierarquia de pastas, object com objetos identificados por chave. Essa escolha de organização define performance, escalabilidade e casos de uso de cada um.
Block storage: performance e baixa latência
O block storage divide os dados em blocos de tamanho fixo, cada um com um endereço próprio. O sistema operacional do servidor enxerga esses blocos como um disco bruto, sobre o qual monta seu próprio sistema de arquivos.
A grande característica do block storage é a baixíssima latência. Como os blocos são acessados diretamente, sem camadas de abstração, a leitura e a gravação são extremamente rápidas. Por isso, o block storage é o paradigma usado em situações que exigem performance transacional:
- Bancos de dados: que fazem leituras e gravações intensas e aleatórias.
- Máquinas virtuais: cujos discos virtuais residem em block storage.
- Sistemas de arquivos de servidores: onde o SO precisa de acesso direto e rápido ao disco.
- Aplicações sensíveis a IOPS: que dependem de operações por segundo altas.
A contrapartida é a escala. Block storage não escala horizontalmente de forma simples: ampliar capacidade geralmente significa adicionar ou aumentar volumes, com limites práticos. Tecnologias como RAID organizam múltiplos discos em block storage para performance e redundância. Para entender RAID, vale o conteúdo sobre tecnologia RAID.
File storage: hierarquia e compartilhamento
O file storage organiza os dados em arquivos dentro de uma hierarquia de pastas e diretórios, o modelo familiar de "/pasta/subpasta/arquivo". É como funciona o armazenamento do seu computador e, em escala corporativa, de um NAS (Network Attached Storage).
O acesso acontece por protocolos de rede como NFS (comum em ambientes Linux/Unix) e SMB/CIFS (comum em ambientes Windows). Isso permite que múltiplos usuários e aplicações acessem e compartilhem os mesmos arquivos pela rede. Os casos de uso típicos:
- Compartilhamento de arquivos: pastas de equipe, diretórios departamentais.
- Aplicações que esperam sistema de arquivos: softwares legados que leem e gravam em caminhos de pasta.
- Home directories: diretórios de usuários em ambientes corporativos.
- Conteúdo que precisa de organização hierárquica: onde a estrutura de pastas tem significado.
O file storage é intuitivo e ótimo para compartilhamento, mas a hierarquia que o torna familiar é também seu limite: à medida que o número de arquivos cresce para bilhões, percorrer e gerenciar a árvore de diretórios fica lento e complexo. Para entender o NAS em profundidade, vale o conteúdo sobre o que é um servidor NAS e como funciona.
Object storage: escala e metadados
O object storage guarda os dados como objetos, cada um composto pelo dado em si, seus metadados e uma chave única (key) que o identifica. Não há hierarquia de pastas: a estrutura é plana, e cada objeto é acessado diretamente pela sua chave, via API HTTP, sendo a API S3 o padrão de mercado. Para entender a API S3 em detalhe, vale o conteúdo sobre o que é a API S3 e por que virou o padrão.
Essa estrutura plana é o que dá ao object storage sua maior força: escalabilidade horizontal praticamente ilimitada. Como não há árvore de diretórios para percorrer, adicionar bilhões de objetos não degrada o acesso, cada objeto é localizado diretamente pela chave. Os casos de uso ideais:
- Backups: grandes volumes que crescem continuamente.
- Mídias: imagens, vídeos, áudios, servidos inclusive via CDN.
- Datasets para IA e analytics: grandes coleções de dados para treinar modelos.
- Logs e dados históricos: que se acumulam e precisam de retenção longa.
- Arquivos estáticos de aplicações: assets servidos diretamente do bucket.
Os metadados ricos são outro diferencial: cada objeto carrega informações que facilitam busca, classificação e automação. A contrapartida é a latência, maior que a do block storage, e o fato de não ser adequado para dados que mudam constantemente em pequenas partes (como um banco de dados transacional). Object storage brilha em escrever uma vez e ler muitas vezes, não em edições constantes de pequenos trechos.
Tabela comparativa: object vs block vs file
A comparação direta entre os três paradigmas:
| Critério | Block storage | File storage | Object storage (S3) |
|---|---|---|---|
| Organização | Blocos de tamanho fixo | Hierarquia de pastas | Objetos com chave (plano) |
| Acesso | Disco bruto (SO monta) | NFS, SMB/CIFS | API HTTP (S3) |
| Latência | Muito baixa | Média | Maior |
| Escalabilidade | Limitada (vertical) | Média | Praticamente ilimitada (horizontal) |
| Metadados | Mínimos | Básicos | Ricos e customizáveis |
| Ideal para | Bancos, VMs, alta IOPS | Compartilhamento de arquivos | Backup, mídia, datasets, logs |
| Exemplo | SAN, volume de disco | NAS | Amazon S3, Object Storage S3 EVEO |
Como decidir qual usar
A decisão fica simples quando você parte do tipo de dado e do padrão de acesso, não da tecnologia. Três perguntas resolvem a maioria dos casos:
O dado muda constantemente em pequenas partes e exige baixa latência? Use block storage. É o caso de bancos de dados, discos de VMs e qualquer sistema sensível a IOPS. A performance transacional é a prioridade.
Múltiplos usuários ou aplicações precisam compartilhar arquivos numa hierarquia de pastas? Use file storage. É o caso de pastas de equipe, home directories e softwares que esperam um sistema de arquivos tradicional. O compartilhamento hierárquico é a prioridade.
O dado é não estruturado, cresce em grande volume e é escrito uma vez para ser lido muitas? Use object storage com S3. É o caso de backups, mídias, datasets, logs e arquivos estáticos. A escala e o custo por volume são a prioridade.
Na prática, arquiteturas maduras combinam os três. Um sistema pode ter o banco de dados em block storage (performance), uma pasta compartilhada em file storage (colaboração) e os backups e mídias em object storage (escala e custo). Não é "qual é o melhor", é "qual é o certo para cada dado". Para a visão conceitual de object storage, vale o conteúdo sobre storage de objeto: o que é e por que é importante.
Object Storage S3 da EVEO
Para as cargas em que o object storage é a escolha certa (backups, mídias, datasets, logs, grandes volumes), o Object Storage S3 da EVEO entrega o paradigma de objetos compatível com a API S3, hospedado em data centers Tier III no Brasil. Como segue o padrão S3, integra imediatamente com as ferramentas que o mercado já usa (Veeam, Commvault, Veritas, Restic, MSP360): basta trocar o endpoint.
Os diferenciais que importam para grandes volumes:
- Custo previsível: a partir de R$ 0,05 por GB, sem surpresas no fechamento do mês.
- Sem egress fee: baixar seus próprios dados é gratuito, ao contrário das nuvens públicas que cobram até US$ 0,09 por GB.
- Sem cobrança por API: operações PUT, COPY, POST e GET sem custo adicional.
- Object Lock nativo: proteção WORM contra ransomware.
- Escala: buckets de até 5 PB, com replicação geográfica em duas regiões.
- Soberania: dados em jurisdição brasileira, com suporte técnico em português 24/7.
Para empresas que armazenam grandes volumes, a economia em relação à nuvem global pode chegar a 80%. O paradigma é o object storage; o que muda é o custo, a jurisdição e o suporte.
No fim, escolher entre object, block e file não é questão de qual é superior, mas de qual se encaixa no dado e no padrão de acesso. Block para performance transacional, file para compartilhamento hierárquico, object para volume e escala. Quem entende essa divisão coloca cada dado no lugar certo, com a performance adequada e o menor custo possível.
Perguntas frequentes sobre tipos de storage
Qual a diferença entre object storage, block storage e file storage?
Block storage divide os dados em blocos de tamanho fixo com baixíssima latência, ideal para bancos de dados e máquinas virtuais. File storage organiza os dados em hierarquia de pastas acessadas por NFS ou SMB, ideal para compartilhamento de arquivos. Object storage guarda os dados como objetos com metadados e chave única, acessados via API S3, ideal para grandes volumes de dados não estruturados como backups, mídias e datasets. A diferença fundamental é a forma de organizar e acessar os dados.
Posso usar object storage para banco de dados?
Não é recomendado para o arquivo de dados ativo de um banco transacional. Object storage não foi projetado para edição constante de pequenos trechos: cada alteração reescreve o objeto inteiro, gerando performance ruim. Bancos de dados precisam de block storage, que oferece baixa latência e edição de blocos. Object storage é excelente, porém, para armazenar backups do banco de dados, que são escritos e lidos sem edição constante.
Object storage é mais barato que block storage?
Em geral, sim, para o mesmo volume. Object storage tem custo por GB significativamente menor que block storage de alta performance, porque é otimizado para escala e capacidade, não para latência mínima. Por isso, grandes volumes de dados não estruturados (backups, mídias, logs) saem muito mais econômicos em object storage. A contrapartida é a latência maior, que torna o block storage necessário para cargas transacionais, apesar do custo mais alto.
Qual storage usar para backup?
Object storage é a escolha mais comum e econômica para backup, especialmente para grandes volumes e retenção longa. Sua escala praticamente ilimitada, o custo por GB baixo e recursos como Object Lock (imutabilidade contra ransomware) o tornam ideal. Ferramentas de backup como Veeam, Commvault e Restic integram nativamente com object storage compatível com S3. Para restauração local muito rápida do dia a dia, alguns ambientes complementam com uma cópia em block ou file storage.
Posso combinar os três tipos de storage?
Sim, e arquiteturas maduras frequentemente combinam os três. Um sistema típico pode ter o banco de dados em block storage (performance), pastas compartilhadas em file storage (colaboração) e backups, mídias e datasets em object storage (escala e custo). A escolha não é excludente: cada tipo de dado vai para o paradigma que melhor o atende, otimizando performance e custo simultaneamente.




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