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    O hype da IA está atrapalhando as decisões de infraestrutura?
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    Sabe aquela sensação de que todo mundo está correndo atrás da IA como se fosse a única salvação de TI? Pois é, muitos gestores de infraestrutura estão quase fugindo de sala de reunião com medo de ser o “único” a dizer “calma aí, vamos pensar melhor”. O termo hype não é só um meme de LinkedIn: ele reflete um fenômeno real onde as expectativas estão saindo muito à frente da estratégia que uma empresa realmente precisa para sustentar sua infraestrutura.

    Olha só: o mercado global de serviços de infraestrutura em nuvem cresceu 25% no terceiro trimestre de 2025, puxado principalmente por iniciativas ligadas à IA corporativa e à necessidade de rodar workloads mais intensos em CPU/GPU. Mas isso não significa que toda empresa sabe como estruturar isso de forma equilibrada.

    Esse hype às vezes parece que virou uma corrida em que ninguém quer ser pego “fora da onda”. E daí surgem decisões como escolha de servidores, provisionamento de GPUs ou migração para cloud sem que haja uma avaliação clara do custo total de operação, requisitos reais de performance, governança de dados e segurança.

    Tá, mas onde o hype mais distorce as decisões de infraestrutura?

    Primeiro, quando dizem “precisamos de IA agora!” e começam a planejar projetos gigantescos de GPU sem saber o que realmente vai rodar nesses clusters. Não é raro equipes comprarem hardware caro esperando ganho de performance imediato, quando o que falta é uma modelagem de dados e uma arquitetura que suporte esse crescimento. Dados de mercado mostram que 95% dos servidores de IA exigem aceleradores especializados, o que empurra custos lá em cima sem garantir retorno real imediato se a estratégia não for clara.

    Segundo, quando se compara hype com necessidade real de workload. A maior parte das empresas ainda lida com operações tradicionais que já consomem muita infraestrutura (backup, banco de dados, transações de negócios). Jogar IA em cima de uma base que nem está otimizada é como querer colocar um motor de Fórmula 1 em um fusca sem revisar os freios: é bonito no papel, mas perigoso na prática. Cerca de 44% das organizações citam restrições de infraestrutura como o principal obstáculo para expansão de IA, mesmo depois de grandes investimentos.

    E quais são os efeitos práticos dessa distorção?

    Se você já lidou com stakeholders na TI, sabe onde dói de verdade: orçamento e prazo.

    Empresas estão gastando muito mais do que imaginavam com capacidade de computação e cloud porque “a concorrência está fazendo IA”. Os maiores players de tecnologia estão destinando mais de US$300 bilhões em 2025 apenas para infraestrutura de IA, contando investimentos de Azure, AWS, Google e Meta.

    Esses números são impressionantes, mas também enganam: eles não dizem nada sobre o quanto cada empresa realmente está obtendo valor com essas infraestruturas populadas por GPUs. Muito investimento fica preso em racks que mal são utilizados, simplesmente porque a decisão foi tomada com base em “todo mundo está fazendo” em vez de dados sólidos de uso.

    E isso não é teoria: em conversas com profissionais de infraestrutura, não é incomum ouvir que grande parte dos projetos de IA internos ficam na fase de protótipo ou PoC por meses. Resultado? CapEx e OpEx inchados com pouco retorno de negócios.

    Será que a nuvem resolve tudo?

    Outro lugar onde o hype manda mais do que a razão é na migração massiva para nuvem com premissa de que isso resolve desafios de IA automaticamente. A nuvem é ótima, mas não é mágica. Gastos globais com infraestrutura cloud devem ultrapassar cifras estratosféricas nos próximos anos com adoção de IA, mas isso também aumenta a complexidade de governança, latência e custo se não for bem planejado. 

    O problema surge quando a conversa vira “onde vamos colocar esse workload?”, porque a realidade é que nuvem pública nem sempre é o lugar ideal para tudo, especialmente se você não tem um plano claro de redes, segurança, arquitetura de dados e custo por workload.

    ‘E daí?’ Como sair desse ciclo de hype e tomar decisões melhores?

    Aqui vai algo direto: pare de escolher tecnologia com base no barulho do mercado. O que separa decisões sensatas das impulsivas é um diagnóstico honesto da sua arquitetura atual e daquilo que realmente traz valor ao seu negócio, não à sua conta de slide de vendas de fornecedor.

    A pergunta que falta na maioria das reuniões é simples, mas dolorosa: “Se eliminarmos IA por um ano, nossa operação ainda entrega valor tangível ao negócio?” Se a resposta for não, talvez o problema seja mais profundo que a tecnologia em si.

    Infraestrutura não é sobre comprar o hardware mais recente ou contratar mais instâncias na nuvem. É sobre entender os gargalos atuais, alinhar com os objetivos de trabalho e construir capacidade que sustente não só o hype de hoje, mas as necessidades reais de amanhã.

    A boa notícia? Isso é possível (e necessário). Basta dar menos ouvidos ao ruído e focar mais em métricas, performance real e governança sólida.

    Nesse cenário mais barulhento do que claro, faz diferença contar com parceiros que ajudam a separar necessidade real de modismo tecnológico. A EVEO atua exatamente nesse ponto de equilíbrio: infraestrutura desenhada a partir do workload, não do hype.

    Seja com servidores dedicados de alto desempenho, ambientes de cloud privada, arquiteturas híbridas ou projetos preparados para cargas intensivas de dados e IA, a lógica é sempre a mesma: entender o que precisa rodar, como precisa escalar e quanto isso deve custar ao longo do tempo. Sem atalhos. Sem promessas milagrosas. Infraestrutura pensada para sustentar decisões sólidas hoje e não gerar arrependimentos amanhã.