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    Quem lida com a internet certamente sabe o que é latência em redes. Mesmo quem não é profissional no assunto, lida com esse problema diariamente. Porém, se você trabalha no departamento de TI de uma empresa, certamente quer encontrar um serviço rápido e estável.

    Então, se esse é seu objetivo, continue lendo este post. Entenda tudo sobre latência em redes e como ter a melhor conexão possível.

    O que é latência em redes?

    Basicamente, latência quer dizer atraso, causando a lentidão nos servidores. Em uma rede, esse atraso é o tempo que leva até que uma solicitação seja enviada de um ponto ao outro. O exemplo mais comum de latência é o tempo que ocorre até que um site receba a solicitação do usuário, seja para acessá-lo, para abrir um menu ou qualquer outra.

    Em qualquer tarefa online existe latência, sendo que em certos contextos isso é ainda mais importante, enquanto em outros é praticamente imperceptível. Um exemplo simples é nos jogos multiplayer online, em que o atraso no input de comandos pode prejudicar os jogadores.

    Para uma empresa a latência pode ser bem problemática. Se você tem um site ou blog, você tem apenas dois segundos de paciência do usuário, antes que ele abandone o conteúdo, caso o mesmo não carregue. É um tempo muito curto. Para programas e softwares hospedados na nuvem a latência também pode causar atrasos consideráveis, o que prejudica a performance e a capacidade do usuário.

    Portanto, ter a latência mais próxima do zero quanto possível é ótimo para melhorar a experiência do cliente em qualquer organização.

    O que pode causar latência nas redes?

    O primeiro passo para reduzir a latência é conhecer os fatores que podem levar a ela. O mais importante e o mais comum é a própria distância entre o usuário e os servidores. Por exemplo, imagine que um cliente em São Paulo está tentando acessar um site internacional, cujo servidor mais próximo está localizado nos Estados Unidos. Naturalmente, leva algum tempo para que a informação chegue até lá.

    Na prática, essa diferença é de poucos milissegundos, mas isso pode causar um impacto real considerando toda a complexidade do envio e recebimento de informações na internet. E quanto mais complexa a ação, mais existe o potencial de latência.

    Isso considerando que a informação caminha diretamente do servidor para o computador do cliente, o que praticamente nunca acontece. Os dados naturalmente precisam passar pelos Internet Exchange Points.

    Você pode imaginar a internet como a malha rodoviária de uma cidade. Quando você precisa ir de uma rua próxima ou no mesmo bairro, isso é bem tranquilo. Porém, quando deve ir um pouco mais longe, pode precisar pegar os túneis ou principais ruas, que são os IEPs. Quando eles estão engarrafados é um problemão.

    Por fim, existe a própria natureza do conteúdo. Se for uma página com vídeos em 4K, por exemplo, o conteúdo é muito pesado, o que afeta ainda mais o processamento. Mesmo que o servidor esteja próximo ao cliente, se quiser passar muita coisa ao mesmo tempo, certamente terá dificuldades.

    O que fazer do lado do usuário?

    Em certos casos, o problema está no lado do usuário e também existem soluções que podem ajudar a otimizar a latência. Uma das mais comuns é aumentar a banda de internet, apesar disso nem sempre garantir uma redução na latência.

    Voltando a analogia da malha rodoviária de uma cidade, a largura de banda é o tamanho das ruas pelas quais a informação viaja. Então, pode ser que o sistema tenha baixa latência, mas que a banda seja tão pequena que a informação ainda tem dificuldades para passar.

    É como se você quisesse visitar alguém no mesmo bairro que você mora, mas existe apenas uma rua que permite passar um carro por vez. Se são muitos carros passando, é impossível que isso seja rápido.

    Outra potencial forma de otimizar a latência é trocando o Wi-Fi pelo cabo de rede. Esse sofre bem menos interferência, fazendo com que a conexão seja mais estável e limitando a perda de pacotes.

    Como reduzir a latência em redes?

    Baseado nos problemas acima é simples pensar em soluções que ajudam a diminuir a latência. Uma das mais comuns é o uso de CDNs ou Content Delivery Networks ou Redes de Distribuição de Conteúdo. Essa é a forma mais comum para resolver o problema da distância.

    Com essa solução, os servidores ficam mais próximos dos clientes, o que significa que os dados não precisam viajar tanto.

    Outra forma de diminuir a latência é otimizar o conteúdo do site. Os desenvolvedores podem trabalhar o conteúdo para que ele tenha o menor tamanho possível. Uma das formas de fazer isso é otimizar as páginas para um carregamento mais rápido.

    Também é possível ser inteligente com aquilo que é renderizado. Por exemplo, imagine um site. Os desenvolvedores podem programar o browser para carregar o que existe no topo do site primeiro, para que o usuário já possa ir navegando enquanto o resto carrega.

    Existem soluções que podem ajudar a diminuir a latência dentro da própria infraestrutura da sua organização. Garanta que os roteadores, cabos e a própria cobertura da banda são suficientes para garantir que a informação seja processada o mais rápido possível.

    Uma solução bem inteligente é a escalabilidade automática. A ideia é que o sistema consiga se adaptar ao volume de acessos de modo a permitir uma melhora de desempenho. Por exemplo, e-commerces na Black Friday lidam com um volume bem alto de acessos. Voltando mais uma vez a nossa analogia, é como se as estradas conseguissem construir mais vias no horário de rush.

    O mais importante para otimizar a latência é conhecer o que está fazendo com que ela seja mais alta do que o desejado. Faça um diagnóstico da infraestrutura e da rede para reconhecer o que pode estar causando os atrasos.

    A latência em redes é uma preocupação crucial para qualquer empresa que se comunica com os clientes pela internet. Essa é uma forma de otimizar a sua experiência, seja em algo simples como o acesso a um site ou complexo, como o uso de um software na nuvem.

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