Você já parou pra pensar por que tanta gente fala de segurança de dados como se fosse apenas um item de checklist? A real é que essa conversa vem sendo empurrada com a barriga há anos por muitos times de tecnologia. Só que agora… bom, os números simplesmente gritam.
Em 2025, uma violação de dados no Brasil custa, em média, R$ 7,19 milhões na conta final das empresas, considerando prejuízos diretos e indiretos. E não é pouca coisa: setores como Saúde e Finanças passam dos R$ 9 milhões em impactos quando a coisa vira problema de verdade.
Isso quer dizer que segurança virou uma decisão estratégica que pode afetar orçamento, reputação e a viabilidade de um negócio inteiro.
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Então, o que está deixando as empresas vulneráveis?
Ok, imagina um data center ou uma plataforma na nuvem lotado de sistemas diferentes, com usuários suficientes pra lotar um estádio e milhões de solicitações por minuto. A maioria dos incidentes hoje não vem de algum vilão místico do nada. Eles surgem de coisas que a gente conhece: credenciais roubadas, erro de configuração, integrações terceirizadas mal geridas. Um relatório global mostrou que mais de 345 milhões de dados foram expostos em 2025 em violações só nos primeiros meses do ano, e as estatísticas ainda apontam pra um crescimento contínuo do problema.
Máquina que não é atualizada, usuários com senhas fracas, APIs que ficam expostas… tudo isso se torna um convite para ataques. Tá, e tem mais: ataques como credential theft (roubo de credenciais) aumentaram impressionantes 160% em 2025, e hoje respondem por uma grande fatia dos incidentes.
Se isso não soa urgente pra você, é porque dados financeiros custam mais do que a gente costuma imaginar. E, se for corporativo, esse tipo de evento rasga não só o orçamento, mas também a confiança de clientes, parceiros e investidores.
Por que grandes empresas investem pesado em segurança?
Já ficou claro que o problema é real. Mas por que grandes organizações, e times experientes, tratam segurança como prioridade número um?
Primeiro, porque custos financeiros diretos são só a ponta do iceberg. Existe o dano à reputação, a perda de clientes e até complicações legais gigantescas (só em 2025 a União Europeia aplicou mais de €1,2 bilhão em multas por violação de dados).
Segundo, porque o panorama atual de tecnologia é muito diferente do que era há cinco anos. Temos nuvem híbrida, containers, IA sendo usada até por atacantes… tudo isso complica a equação de segurança. Não dá pra tratar o ambiente como se fosse estanque.
Terceiro, porque o mercado precisa disso: os gastos com segurança da informação em 2025 estão previstos para crescer mais de 15% globalmente, com destaque para soluções de proteção em nuvem e serviços especializados.
Ou seja, não é papo de consultoria bonitão. É reação ao que de fato está acontecendo com dados e infraestrutura no mundo real.
Como sair do discurso e colocar segurança da informação na prática?
Falar sobre segurança é fácil. Difícil é transformar isso em rotina operacional. Quase toda empresa diz que “prioriza o tema”, mas basta olhar o ambiente com calma pra encontrar usuário com privilégio excessivo, backup que nunca foi testado ou VM exposta na internet sem necessidade.
Não é descuido por má fé. É acúmulo. O time cresce, o ambiente fica mais complexo, surgem demandas urgentes… e segurança vira algo que fica pra depois. Só que “depois” costuma coincidir com o dia do incidente.
A boa notícia é que não exige um projeto gigantesco para começar. Pequenas decisões bem feitas já reduzem muito o risco. Segurança madura nasce de consistência, não de soluções mirabolantes.
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Quais controles básicos realmente fazem diferença no dia a dia?
Tem coisa que parece simples demais, mas resolve metade dos problemas.
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Controle de acesso, por exemplo. Ainda é comum encontrar contas genéricas compartilhadas entre equipes ou usuários com permissão de administrador “porque facilita”. Facilita mesmo. Pro atacante também. Implementar privilégio mínimo, autenticação multifator e gestão centralizada de identidades corta uma fatia enorme de incidentes logo de cara.
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Outro ponto subestimado é visibilidade. Se o time não enxerga o que acontece no ambiente, reage sempre atrasado. Log centralizado, monitoramento ativo e alertas bem configurados (sem ruído excessivo) mudam o jogo. Segurança sem telemetria é basicamente fé.
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E patching. Pode parecer trivial, mas vulnerabilidade explorada em ataque quase sempre já tinha correção disponível há meses. Atualização constante ainda é uma das defesas mais baratas que existem.
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Como proteger ambientes de nuvem e infraestrutura híbrida sem virar caos?
Aqui muita gente tropeça.
No on-prem, o perímetro era claro. Na nuvem, ele praticamente desaparece. Recursos sobem e descem em minutos, integrações externas aparecem o tempo todo, APIs conversam entre si sem ninguém perceber. Se a estratégia continuar a mesma de cinco anos atrás, a conta não fecha.
O caminho mais seguro é tratar a infraestrutura como código e embutir segurança desde a arquitetura. Templates padronizados, políticas automáticas de configuração, segmentação de rede e criptografia por padrão evitam erro humano antes que ele aconteça. É mais fácil prevenir do que sair apagando incêndio depois.
Na prática, ambientes bem desenhados já nascem seguros. O time não precisa “lembrar” de proteger. O padrão já protege.
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Backup resolve tudo?
Seria ótimo. Mas não.
Backup salva negócio, claro, só que muita empresa descobre tarde demais que nunca testou a restauração. Aí vem o ransomware e… surpresa desagradável.
Estratégia séria envolve backup imutável, cópias isoladas e testes periódicos de recuperação. Simular desastre de vez em quando dá trabalho, mas é o tipo de dor controlada que evita prejuízo milionário.
Pense assim: backup que nunca foi restaurado é só uma esperança bem organizada.
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Quando faz sentido contar com um parceiro especializado?
Em algum momento, a complexidade passa do limite do time interno. Não por falta de competência, mas por volume mesmo. Monitorar, atualizar, revisar arquitetura, responder incidente, atender usuário… tudo ao mesmo tempo não escala.
É aí que um parceiro de infraestrutura ajuda de verdade. Não só fornecendo tecnologia, mas apoiando com governança, monitoramento contínuo e arquitetura segura por padrão.
E aí entra a EVEO… como isso se aplica ao dia a dia?
Quando a gente fala de segurança de dados no contexto da EVEO, maior empresa de servidores dedicados e referência em private cloud, não é sobre instalar um antivírus e colocar tudo no armário. Isso é coisa de anos 2000. A gente fala de segurança integrada em cada camada da infraestrutura, desde a rede, passando pelos servidores, até a forma como aplicações e usuários acessam recursos.
Por experiência própria com clientes, dá pra ver que implementar políticas sólidas de controle de acesso, governança de identidade e segmentação de rede reduz riscos que muitas vezes nem aparecem nos relatórios até depois que acontecem. Sim, é aquele tipo de proteção que seu time nem vê… até o momento em que serve de escudo real.
Além disso, a EVEO ajuda a desenhar esses controles de forma escalável. Não é só instalar tecnologia X ou Y. É pensar em:
- Como o ambiente se comporta quando a carga aumenta.
- Como alertas são gerados e tratados (e por quem).
- Como a resposta a incidentes é automatizada sem criar ruído desnecessário.
- Como manter visibilidade e governança mesmo quando times e workloads estão distribuídos.
E, olha, isso faz diferença: empresas que usam IA e automação benéficas para segurança geralmente veem custos de violação menores do que aquelas que ainda estão no modo manual. Isso não é suposição, está nos estudos de mercado.
Então, por onde começar?
Tá, ok, você entendeu: segurança de dados não é “legal ter”. É urgência real. Mas por onde começar?
Você vai ouvir muitos especialistas dizerem que precisa de “governança”, “frameworks” ou “compliance”. Nada contra, tudo isso é importante. O lance é pensar antes de tudo como proteger o que já existe e como projetar segurança pra o que ainda está por vir.
Proteção de dados não termina quando a infraestrutura está estável. Ela começa ali.
É essa mentalidade, junto a tecnologias certas, visibilidade contínua e processos que funcionam de verdade, que faz diferença. Gestão de identidade forte, segurança em nuvem nativa, monitoramento proativo, automação inteligente… tudo isso vira parte de uma estratégia que evita números como milhões de reais em prejuízo.





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