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    Colocation vs data center próprio: analisando o TCO e a escalabilidade
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    Quando a discussão envolve colocation ou data center próprio, normalmente ela começa de forma pragmática. Planilhas, projeções de custo, comparativos de investimento inicial. Tudo muito racional. E faz sentido que seja assim. Infraestrutura exige previsibilidade, especialmente quando o impacto no orçamento e na operação é alto.

    O contexto atual ajuda a explicar por que esse debate ganhou tanta relevância. O mercado brasileiro de data centers segue em forte expansão e deve praticamente dobrar sua capacidade instalada até 2028, acompanhando o crescimento de aplicações digitais, cargas críticas e demandas por baixa latência. Para gestores de TI, isso traz uma pergunta legítima: onde faz mais sentido sustentar essa expansão?

    O que o TCO mostra quando a decisão sai do papel?

    O TCO, Total Cost of Ownership, ou Custo Total de Propriedade, costuma ser o ponto de partida.

    Na prática, TCO é uma forma de responder a uma pergunta simples, mas traiçoeira: quanto isso realmente custa ao longo do tempo? Não só para comprar ou construir, mas para manter, operar e evoluir.

    Quando falamos de infraestrutura de TI, TCO vai muito além do investimento inicial. Ele considera, por exemplo:

    • Aquisição de hardware e licenças;
    • Energia elétrica e refrigeração;
    • Manutenção preventiva e corretiva;
    • Equipe técnica dedicada;
    • Upgrades e substituições inevitáveis;
    • Espaço físico, segurança e seguros;
    • Riscos operacionais e indisponibilidade.

    Ou seja, não é só quanto custa colocar um data center de pé, mas quanto custa mantê-lo saudável por anos.

    É por isso que o TCO costuma mudar a conversa. Algo que parece barato no começo pode se tornar caro com o tempo. E algo que parece mais caro à primeira vista pode sair melhor quando se olha o ciclo completo.

    No debate entre data center próprio e colocation, o TCO ajuda justamente nisso: comparar modelos diferentes de forma justa, considerando custo real, previsibilidade e impacto no negócio, e não apenas o valor da fatura inicial.

    Em data centers próprios, energia e resfriamento podem representar até 50 % do custo operacional ao longo do tempo. Esses custos não são necessariamente um problema, desde que haja escala suficiente para diluí-los. O desafio aparece quando a infraestrutura cresce de forma irregular ou quando o ambiente precisa ser expandido fora do planejamento original.

    Leia também: O que é redundância elétrica em data centers?

    Onde o colocation entra nessa equação?

    O colocation surge como um modelo intermediário entre controle e flexibilidade. A empresa mantém seus ativos, define sua arquitetura e governa o ambiente, enquanto transfere a operação da infraestrutura física para um provedor especializado.

    Não é por acaso que o mercado global de colocation já movimenta cerca de US$ 80 bilhões em 2025, impulsionado por organizações que buscam reduzir imobilização de capital sem abrir mão de ambientes dedicados.

    Em termos práticos, isso resulta em custos mais previsíveis e menor exposição a gastos inesperados. Há casos em que a migração de ambientes próprios pouco eficientes para colocation gerou reduções operacionais significativas, especialmente pela otimização energética e pelo uso compartilhado de infraestrutura crítica.

    Escalabilidade deixou de ser apenas uma questão de espaço

    Hoje, a principal limitação para expansão não é mais quantidade de racks, mas disponibilidade de energia. Esse fator passou a ser decisivo tanto para novos projetos quanto para ampliações de ambientes existentes.

    Leia também: A próxima crise de TI não é tecnológica, é energética

    Em data centers próprios, lidar com esse cenário exige planejamento antecipado, negociações com concessionárias e, muitas vezes, investimentos estruturais relevantes. Em ambientes de colocation, essa complexidade já está absorvida pelo provedor, o que permite respostas mais rápidas a picos de demanda ou novos projetos.

    Para empresas em crescimento, essa agilidade pode ser determinante. Nem sempre é possível prever quando uma aplicação vai exigir mais capacidade ou quando uma nova iniciativa vai sair do papel.

    O impacto da decisão além da área de TI

    A conversa inevitavelmente chega ao financeiro. O ponto central deixa de ser apenas custo absoluto e passa a ser alocação de capital. Recursos investidos em construção e manutenção de data centers próprios deixam de estar disponíveis para iniciativas diretamente ligadas ao core do negócio.

    Colocation costuma ganhar força nesse contexto por reduzir a necessidade de grandes investimentos iniciais e por diluir riscos operacionais. Não elimina decisões técnicas, mas reduz a complexidade associada à infraestrutura física.

    Ao analisar TCO, escalabilidade e risco de forma integrada, o colocation se mostra uma alternativa alinhada ao momento do mercado e às necessidades de empresas que buscam crescer com previsibilidade. Não se trata de substituir controle por conveniência, mas de escolher um modelo que permita foco no que realmente move o negócio.

    É nesse cenário que soluções de colocation como as oferecidas pela EVEO, maior empresa de servidores dedicados e referência em private cloudganham relevância. Ambientes preparados para expansão, alta disponibilidade e gestão eficiente de energia permitem que a infraestrutura acompanhe a estratégia, sem se tornar um obstáculo silencioso ao crescimento.

    No fim, a decisão não está apenas em onde os servidores ficam, mas em como a infraestrutura sustenta o ritmo e a ambição da empresa ao longo do tempo.