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Block Storage vs Object Storage: qual usar em 2026?
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Block Storage vs Object Storage: qual usar na sua arquitetura em 2026

Escolher entre armazenamento em bloco e armazenamento de objetos é uma das decisões mais críticas na arquitetura de infraestrutura moderna. A resposta não é "um ou outro": a maioria das arquiteturas de produção usa ambos. O que muda é o quando e o por quê. Este guia detalha as diferenças técnicas, casos de uso reais e como tomar essa decisão sem comprometer performance ou orçamento.

O que é Block Storage?

Block storage divide dados em blocos de tamanho fixo, cada um com um identificador único, armazenados em um servidor físico. Quando você solicita dados, o sistema reorganiza os blocos na ordem correta. É a abstração mais próxima de um disco rígido tradicional, o sistema operacional enxerga como um volume que pode ser formatado, particionado e gerenciado como qualquer outro disco.

Na prática, block storage é sinônimo de performance previsível. Latência sub-milissegundo, IOPS garantido, e controle fino sobre throughput. Por isso é o padrão para bancos de dados, máquinas virtuais e qualquer workload que exija acesso rápido e frequente aos mesmos dados.

O que é Object Storage? 

O armazenamento de objetos guarda os dados como objetos independentes em um espaço único e sem hierarquias. Cada objeto reúne o conteúdo e informações adicionais, como etiquetas, versões, permissões e data de criação. O acesso é feito por meio de interfaces de comunicação na internet, e não como em um sistema de arquivos tradicional. Também não existe o conceito de pastas; cada objeto é identificado por uma chave exclusiva dentro de um repositório de armazenamento. 

A principal vantagem é a escalabilidade praticamente ilimitada e o custo mais baixo para armazenar dados pouco acessados. Como desvantagens, apresenta um tempo de resposta maior em comparação com outros modelos de armazenamento e não permite alterar apenas uma parte do arquivo, sendo necessário substituir o objeto completo sempre que uma modificação é realizada. 

Diferenças técnicas essenciais

Aspecto Block Storage Object Storage
Latência (p99) Sub-milissegundo (EBS io2: <500µs) 100+ ms (S3 padrão); <10ms (S3 Express)
Acesso Byte-level, random I/O HTTP API, acesso por chave
Modificação In-place, byte a byte Sobrescrever objeto inteiro
Escalabilidade Limitada ao tamanho do volume Praticamente ilimitada
Ideal para Bancos de dados, VMs, HPC Backups, logs, ML datasets, mídia
Consistência Forte (ACID) Eventual (com versioning)

A diferença de custo é brutal: object storage custa 80–90% menos que block storage para dados que não precisam de acesso frequente. Mas se você precisa de latência baixa, block storage é inegociável.

Quando usar Block Storage

O Block Storage é indicado para aplicações que precisam de alta velocidade e respostas rápidas.

  • Bancos de dados: sistemas como bancos, lojas virtuais e aplicativos de gestão precisam acessar e gravar informações rapidamente. Qualquer demora pode impactar diretamente a experiência do usuário.
  • Máquinas virtuais e contêineres: o sistema operacional funciona melhor quando utiliza um armazenamento que se comporta como um disco tradicional.
  • Aplicações que processam muitos dados em tempo real: plataformas financeiras, sistemas de monitoramento e ferramentas de análise dependem de respostas em poucos milissegundos.
  • Ambientes de orquestração de aplicações: aplicações distribuídas precisam de um armazenamento rápido para realizar leituras e gravações frequentes.
  • Servidores com aplicações críticas: quando desempenho e disponibilidade são essenciais, o armazenamento em blocos costuma ser a escolha mais adequada.

Exemplo prático: Uma fintech que processa cerca de 10 mil transações por segundo não pode utilizar um Block Storage para seu banco de dados, pois o tempo de resposta seria muito alto. Nesse caso, é necessário utilizar um armazenamento em blocos de alto desempenho para garantir a velocidade e a estabilidade do sistema.

Quando usar Object Storage

O Object Storage é mais indicado para grandes volumes de dados que não precisam ser acessados constantemente.

  • Backups e arquivamento: ideal para dados que são gravados e consultados apenas ocasionalmente, com menor custo de armazenamento.
  • Registros de aplicações e eventos: permite armazenar grandes quantidades de informações por longos períodos de forma econômica.
  • Conjuntos de dados para inteligência artificial: adequado para armazenar milhares de arquivos que precisam ser acessados simultaneamente.
  • Imagens, vídeos e documentos: muito utilizado para disponibilizar conteúdos na internet de forma escalável e eficiente.
  • Data lakes e analytics: plataformas de análise conseguem processar grandes volumes de informações armazenadas nesse modelo sem necessidade de acesso ultrarrápido a cada arquivo.
  • Conformidade e retenção de dados: oferece recursos nativos de versionamento, retenção de informações e controle detalhado de permissões.

Exemplo prático: Uma empresa de comércio eletrônico que gera 500 GB de registros por dia teria um custo muito elevado para manter todos esses dados em um armazenamento em blocos. Utilizando Object Storage com políticas de arquivamento, o custo mensal pode ser reduzido de dezenas de milhares de reais para algumas centenas de reais, mantendo os dados disponíveis quando necessário.

Performance: números reais 

Benchmarks recentes mostram o abismo de latência:

  • Instance store (NVMe local): ~1–5 µs (mas efêmero—perde dados no restart)
  • EBS io2 Block Express: <500 µs (latência mais baixa em cloud)
  • EBS gp3: 1–3 ms (padrão para maioria das aplicações)
  • S3 padrão: 100–200 ms (p99)
  • S3 Express One Zone: <10 ms (novo em 2025, mas com limitações de retenção)

Para contexto: 100 ms é 200 vezes mais lento que 500 µs. Se sua aplicação faz 1.000 requisições por segundo, a diferença entre block e object storage é a diferença entre 1 segundo de latência total e 200 segundos.

Segundo a Synergy Research Group (Q1 2026), AWS EBS processa mais de 140 trilhões de operações I/O por dia globalmente. Esse volume só é possível porque EBS é otimizado para latência previsível.

 

Por que muitas empresas combinam os dois modelos

As arquiteturas mais modernas raramente escolhem apenas um tipo de armazenamento.

Uma aplicação de e-commerce pode operar da seguinte forma:

  • Banco de dados em block storage
  • Máquinas virtuais em block storage
  • Imagens de produtos em object storage
  • Logs em object storage
  • Backups em object storage

Esse desenho permite otimizar simultaneamente desempenho e custos.

Segundo a Flexera, 84% das organizações apontam o controle dos gastos em cloud como seu principal desafio atualmente, e os investimentos em nuvem devem crescer cerca de 28% no próximo ano. O armazenamento é uma das áreas em que decisões arquiteturais têm impacto direto nesse custo.

O impacto da IA está mudando a estratégia de armazenamento

A explosão de aplicações de inteligência artificial está acelerando a produção de dados em uma velocidade inédita.

A Synergy Research estima que o mercado global de infraestrutura em cloud alcançou aproximadamente US$ 107 bilhões em um único trimestre de 2025, impulsionado principalmente por cargas relacionadas à IA.

Modelos de IA geram enormes volumes de:

  • Dados de treinamento
  • Logs de inferência
  • Arquivos de imagem e vídeo
  • Bases históricas para analytics

Grande parte dessas informações é mais adequada ao object storage. Por outro lado, motores de inferência, bancos vetoriais e aplicações de processamento em tempo real frequentemente dependem de block storage para manter desempenho consistente.

A consequência prática é clara: a IA está aumentando a importância de arquiteturas híbridas de armazenamento.

Como decidir qual tipo de armazenamento cloud usar

Algumas perguntas ajudam a orientar a decisão:

  • A aplicação precisa de latência mínima?

Se sim, block storage provavelmente é a melhor escolha.

  • O volume de dados crescerá rapidamente?

Nesse caso, object storage tende a oferecer melhor relação entre custo e escalabilidade.

  • Os dados são modificados constantemente?

Aplicações transacionais costumam funcionar melhor com block storage.

  • Os dados precisam ser mantidos por anos?

Backups, arquivos históricos e repositórios geralmente se beneficiam do object storage.

  • O crescimento é imprevisível?

Arquiteturas que combinam ambos os modelos costumam apresentar maior flexibilidade.

Na EVEO, é comum encontrar ambientes em que aplicações críticas utilizam block storage para garantir desempenho previsível, enquanto dados de retenção prolongada são direcionados ao object storage para reduzir custos e simplificar a expansão da infraestrutura.

Tendências de Mercado em 2026

Segundo o Relatório Setorial 2025 da Brasscom, o Brasil investirá R$ 2 trilhões em tecnologias entre 2026 e 2029, com computação em nuvem e IA como vetores principais. Isso pressiona a demanda por infraestrutura de data centers e storage escalável.

Três tendências emergem:

  1. Desacoplamento de compute e storage: Arquiteturas serverless (Lambda, Cloud Functions) usam object storage como padrão. Compute é efêmero; storage é persistente.
  2. NVMe como tier padrão: Flash (NVMe e QLC) será o padrão de performance. HDDs desaparecem para tudo exceto ultra-cold archival.
  3. Object storage absorve dados "cool": Conforme IA e analytics crescem, mais dados são armazenados em object storage e processados em paralelo (Spark, Presto, Athena).

Para empresas brasileiras, isso significa: investir em infraestrutura híbrida agora evita reengenharia cara depois.

FAQ: Perguntas Frequentes

  • Block storage é mais rápido que object storage?

Sim. Block storage oferece latência mais baixa e maior desempenho para operações frequentes de leitura e gravação.

  • Object storage substitui bancos de dados?

Não. Object storage foi criado para armazenar objetos e grandes volumes de dados não estruturados, não para executar transações complexas.

  • Posso usar block storage para backups?

Pode, mas normalmente não é a opção mais econômica. Object storage costuma oferecer menor custo e escalabilidade superior.

  • Qual armazenamento é melhor para inteligência artificial?

Depende da carga de trabalho. Dados de treinamento geralmente ficam em object storage, enquanto componentes de processamento em tempo real podem exigir block storage.

  • Vale a pena usar os dois modelos na mesma arquitetura?

Na maioria dos ambientes corporativos, sim. A combinação dos dois modelos permite equilibrar desempenho, escalabilidade e custo.

Implementação Prática: Próximos Passos

Se você está decidindo agora:

  1. Mapeie seus dados: Categorize por frequência de acesso (hot/warm/cold) e tamanho.
  2. Calcule custos: Use a matriz de critérios acima. Simule 12 meses de custo em ambas as opções.
  3. Teste latência: Se latência é crítica, faça um PoC com dados reais. 100 ms pode ser aceitável ou inaceitável dependendo da aplicação.
  4. Implemente em camadas: Comece com block storage para dados críticos, adicione object storage para backups e logs.
  5. Monitore e ajuste: Reavalie a cada trimestre. Dados que eram "hot" podem virar "warm" e economizar 70% em custo.

Em muitos cenários, a melhor arquitetura não é escolher entre block storage e object storage, mas combinar os dois de forma estratégica. Enquanto aplicações críticas exigem baixa latência e desempenho previsível, grandes volumes de backups, arquivos estáticos, logs e dados históricos pedem um armazenamento que escale sem transformar a fatura em uma surpresa.

É justamente essa proposta do Object Storage S3 da EVEO: uma solução compatível com o padrão S3, hospedada em data centers no Brasil, com custo previsível, sem cobrança por download dos dados nem por chamadas de API e preparada para armazenar desde repositórios de backup até data lakes e aplicações orientadas a dados. Para equipes de infraestrutura, significa crescer com liberdade, manter a soberania das informações e eliminar parte das complexidades e custos ocultos que costumam acompanhar o armazenamento em nuvem.