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Por que ainda tratam DR como um plano B de TI?

Escrito por Redação EVEO | Nov 28, 2025 8:12:41 PM

É curioso observar como muitas empresas adoram discutir modernização, automação e escalabilidade, mas quando o assunto vira recuperação de desastres (Disaster Recovery), o ritmo cai. A pergunta mais frequente costuma ser: será que realmente é necessário agora? Não é questão de necessidade futura, é de sobrevivência atual.

O mercado já deixou esse recado algumas vezes. Em 2024, o relatório Cost of a Data Breach da IBM mostrou um custo médio global de 4,88 milhões de dólares por violação demonstrando um aumento de 10% em relação ao ano anterior. Não é exagero. E basta uma única indisponibilidade séria para perceber como DR deixou de ser um extra e virou parte fundamental da estratégia de continuidade.

O que realmente acontece quando o negócio coloca DR na gaveta?

Existe um roteiro quase previsível. Primeiro surge a sensação de que o ambiente está estável demais para falhar. Depois vem aquele incidente pequeno, quase inofensivo, que quebra um pouco da confiança. Em seguida, algo realmente crítico aparece do nada. Pode ser um ataque, uma falha humana ou um problema de infraestrutura que ninguém tinha considerado. E aí o time corre para procurar um plano que a maioria das vezes está completamente desatualizado.

Indisponibilidade não atinge só TI. Ela impacta operações, clientes e a imagem da empresa. Segundo dados do Gartner, o custo médio por minuto de downtime segue na casa dos 5.600 dólares. E esse número costuma ser conservador, porque não mede impacto reputacional. Alguns negócios levam meses para recuperar percepção de confiança depois de um incidente. E, no mundo atual, quem perde tempo perde espaço.

O ponto que incomoda é que quase todo gestor que lida com um grande incidente chega à mesma conclusão: não faltava conhecimento. Faltava prioridade. DR vira problema só depois que o estrago começa.

DR é caro ou é caro não ter DR?

Ninguém gosta de investir em algo que, se tudo der certo, nunca será acionado. Só que a lógica financeira real costuma ir na direção oposta. A Cybersecurity Ventures projeta que os danos globais relacionados a cybercrimes devem alcançar 10,5 trilhões de dólares em 2025. Basta acompanhar o noticiário para perceber que ataques de ransomware viraram rotina. Servidores sequestrados, backups comprometidos, operações paradas. DR não impede o ataque, mas reduz drasticamente o impacto.

E quando o impacto diminui, a empresa continua respirando. DR não é seguro contra incêndio. É parte da própria arquitetura. Quando o ambiente é pensado com continuidade desde o início, o custo deixa de parecer gasto e passa a ser investimento em previsibilidade.

Um detalhe pouco comentado é como o desenho de DR revela gargalos escondidos. Muitas vezes, o que limita o retorno rápido não é a crítica complexa, mas dependências deixadas de lado. A base de dados que não replica como deveria. A aplicação que guarda estado local. O serviço que ninguém documentou direito. Esses detalhes só aparecem quando o tema recebe atenção constante, e não só quando chega o auditor.

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Como transformar DR em parte viva da arquitetura?

Aqui está o ponto que separa ambientes fracos de ambientes resilientes. DR funciona melhor quando está entranhado no desenho de infraestrutura. Não vale ficar esquecido em uma pasta, como manual de eletrodoméstico. Precisa ser testado e revisado várias vezes.

Um caminho eficiente é mapear quais sistemas precisam renascer em minutos e quais aguentam algumas horas fora do ar. Essa análise sempre traz surpresas. Alguns serviços considerados secundários se revelam vitais para aplicações críticas. É o tipo de coisa que só aparece quando o time mergulha no fluxo real da operação, conversando com áreas de negócio, analisando logs e observando o comportamento diário do ambiente.

Outro ponto é a musculatura cultural. Quando incidentes viram aprendizado, o time fica mais disposto a simular cenários. Eles testam falhas de rede, desligam nós de propósito, rodam drills, validam backups, forçam failovers. E nessas simulações surgem descobertas que evitam dores futuras. A latência que dispara em horários específicos, o volume de escrita que explode em faturas, a replicação que cai quando o link oscila. Essas histórias fazem parte do cotidiano de quem vive operações críticas. E todas ajudam a construir um DR realista.

Por que DR deve entrar no centro da estratégia de infraestrutura?

Porque disponibilidade deixou de ser promessa e virou exigência. Empresas resilientes se recuperam rápido, mantêm clientes e evitam desgaste interno. E isso não depende só de tecnologia. Depende de postura. Quando DR faz parte da estratégia, as escolhas arquiteturais mudam. Ambientes distribuídos ganham mais peso. Observabilidade deixa de ser detalhe. Redundância vira padrão, não exceção.

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E tem algo mais prático ainda. Quando o plano de continuidade é maduro, decisões ficam mais rápidas. O time sabe quem aciona o quê, quais sistemas sobem primeiro, qual é a ordem lógica de retorno. A fumaça do incidente existe, mas não trava ninguém. Mesmo sob pressão, o ambiente volta. Esse tipo de confiança técnica muda a forma como o negócio opera.

DR deixa de ser plano B porque o negócio não pode ter plano B. Operações precisam funcionar, e a empresa precisa ter meios de voltar mesmo quando tudo dá errado.

A EVEO, maior empresa de servidores dedicados e referência em private cloud, trata o tema com a seriedade de quem vive infraestrutura crítica todos os dias. A solução de Disaster Recovery combina ambiente preparado, replicação, validação recorrente e recuperação orientada a critérios de negócio. Nada de planos estáticos ou estruturas engessadas. É DR pensado para ambientes modernos, incluindo cargas em nuvem, aplicações distribuídas e cenários híbridos. 

A proposta é simples na prática: oferecer um caminho claro para empresas que querem continuidade real. Com replicação avançada, failover seguro e estrutura de suporte especializada, a EVEO ajuda organizações a manterem suas operações vivas mesmo nos cenários mais improváveis. Não é plano B. É parte da arquitetura.