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Os principais erros ao adotar uma estratégia multi-cloud

Escrito por Redação EVEO | Jan 28, 2026 8:50:40 PM

Multi-cloud virou uma escolha comum para empresas que buscam flexibilidade, resiliência e mais poder de negociação com provedores de nuvem. Na prática, porém, adotar mais de uma nuvem está longe de ser simples. O que começa como uma estratégia para ganhar controle pode rapidamente se transformar em ambientes fragmentados, custos difíceis de rastrear e decisões técnicas desconectadas do negócio.

Este artigo parte dessa realidade. Ao invés de exaltar benefícios teóricos, o foco aqui é discutir os erros mais frequentes na adoção de multi-cloud, por que eles acontecem e como evitá-los antes que virem problemas estruturais difíceis de reverter.

Dados de 2025 mostram que 86% das empresas já usam multi-cloud ou pretendem usar para flexibilidade e evitar depender de um único fornecedor, mas muitas confessam que a execução está longe de ser simples. 

Leia também: Entenda de uma vez a diferença entre multicloud e cloud híbrida!

Por que a falta de visibilidade e governança destrói estratégias promissoras?

Isso é quase uma síndrome: times têm acesso direto a AWS, Azure, GCP e outros, e cada um começa a criar recursos sem um “radar central”. Resultado? Você acaba com um labirinto de instâncias esquecidas, políticas divergentes e custos desaparecendo como se fosse mágico. 

Sem governança unificada, métricas de uso ficam escondidas em dashboards diferentes, quem deveria responder por segurança se perde nas configurações específicas de cada provedor, e ninguém tem uma visão única do que está rodando e quanto está custando.

Pesquisas indicam que muitas empresas não conseguem sequer consolidar o gasto total de cloud, o que abre espaço para surpresas no orçamento no fim do mês. 

Será que custa menos mesmo? Spoiler: muitas vezes não.

Tá, mas e custos? A promessa de multi-cloud é reduzir gastos. Só que, se você não controlar direito, o efeito pode ser o contrário.

Transferência de dados entre nuvens, instâncias ociosas, serviços duplicados e taxas de saída (egress) podem inflar a fatura de um jeito que nem o time financeiro esperava. E olha que isso não é papo de corredor: em 2024, 62% das organizações passaram do orçamento de armazenamento por causa de taxas e demandas imprevisíveis. 

É a típica situação onde alguém lá no começo disse “vamos usar três nuvens para diluir custo” e acabou usando quatro porque cada área tinha seu provider favorito, e aí ninguém sabe mais direito quem paga o quê.

O que acontece quando se subestima a complexidade técnica?

E daí que tal provedor tem tal API poderosa? E daí que aquele outro tem solução X de analytics? A questão é: cada nuvem tem seu jeito de fazer coisas. IAM diferente, modelos de rede diferentes, SLAs diferentes. Tentar juntar tudo isso sem um plano arquitetônico claro é como misturar idiomas no meio de um discurso: ninguém entende nada direito e surgem buracos (literalmente em políticas de segurança e compliance).

Empresas relatam cloud sprawl, ou seja, recursos espalhados que ninguém controla. Isso não só eleva o risco de falhas de configuração como também puxa para baixo a performance de aplicações distribuídas, especialmente quando dados começam a “migrar” entre nuvens sem um plano de latência e custo. 

Como a equipe (ou falta dela) afeta o resultado?

Outro erro clássico: achar que qualquer time de TI dá conta da complexidade multi-cloud. Não dá. Cada provedor tem suas APIs, políticas, ferramentas. Somar isso tudo requer pessoal com experiência, ou então vai sobrar trabalho manual e erros.

E esses erros não são micro: estudos sobre segurança em nuvem mostram que em 2025 mais de 20% dos incidentes vêm de configurações erradas, muitas vezes por falta de expertise ou automação eficaz.

Tá, mas então o que não fazer de jeito nenhum?

Talvez essa seja a pergunta que importa. A resposta realista é que não adianta saltar para multi-cloud porque “todo mundo está fazendo”. Multi-cloud tem propósito: evitar dependência total de um único fornecedor, melhorar resiliência ou atender requisitos regulatórios (como soberania de dados). Mas precisa ser baseado em objetivos claros.

Começar sem pensar em governança, visibilidade, custos e competências é como plantar uma árvore esperando colher frutos sem regar: pode até acontecer, mas a chance de dar errado é enorme.

E se a empresa não estiver pronta?

A verdade é que multi-cloud não é um objetivo em si, é um meio. Muitas vezes, começar com um plano híbrido, centralizar monitoramento e definir uma estratégia FinOps robusta antes de distribuir workloads faz mais sentido. Multi-cloud sem isso é quase um convite a surpresas operacionais e financeiras.

E sabe aquela sensação de “tá, mas por onde começar?” Permanece. Porque tecnologia existe, o desafio é transformar complexidade em vantagem real.

Multi-cloud não precisa ser sinônimo de complexidade fora de controle. Quando bem desenhada, a estratégia vira vantagem competitiva. Quando mal conduzida, vira ruído, custo oculto e dor de cabeça recorrente.

É exatamente nesse ponto que entram as soluções da EVEO, maior empresa de servidores privados e referência em private cloud. Com foco em governança centralizada, arquitetura sob medida e visibilidade real de custos e performance, a companhia ajuda empresas a transformar ambientes multi-cloud em estruturas coerentes, seguras e previsíveis.

Não se trata de empurrar mais nuvem, mas de desenhar um caminho que faça sentido para o negócio, respeite o momento de cada organização e elimine desperdícios antes que eles virem problema. Multi-cloud funciona. Desde que alguém esteja olhando o todo.