A EVEO, maior empresa de servidores dedicados e private cloud do Brasil, atravessa um dos períodos de transformação mais relevantes de sua história. Nos últimos meses, a companhia consolidou mudanças na estrutura de liderança, recebeu aporte da XP e realizou investimentos de milhões de reais em infraestrutura, sem repasse de custos aos clientes.
Crescer em escala exige clareza sobre quem decide o quê. Foi com essa lógica que a EVEO redesenhou sua estrutura de liderança: Vicente Neto, fundador da empresa, assume o cargo de Executive Chairman, passando a concentrar sua atuação no direcionamento estratégico de longo prazo e na representação da companhia nas decisões que definem seu futuro. Lucas Vanzin, que ajudou a construir a empresa desde dentro, assume como CEO, conduzindo a estratégia e a operação ao lado do time de C-levels.
A movimentação tem um propósito concreto: tornar as decisões mais previsíveis, a execução mais consistente e ampliar a capacidade de investimento em infraestrutura, governança e expansão. Não é uma mudança de guarda, é uma mudança de configuração para sustentar o próximo ciclo.
Parte desse reposicionamento passa também pela frente técnica. A EVEO contratou Fábio Stein Savio como Chief Technology Officer (CTO). Com passagens por Sonda Ativas, Mandic Cloud Solutions, Quod e Suzano, Stein tem histórico sólido em gestão estratégica de TI, arquitetura corporativa, cloud, dados e conformidade com a LGPD. Na EVEO, assume as demandas técnicas que até então estavam sob responsabilidade direta de Vanzin, liberando o CEO para avançar no posicionamento e na expansão da companhia.
"Chego à EVEO em um momento extremamente relevante. É uma empresa em forte expansão, com uma base técnica muito sólida e um posicionamento claro no mercado de private cloud e infraestrutura de missão crítica. Meu objetivo é ajudar a transformar esse crescimento em processos ainda mais eficientes, automatizados e escaláveis", afirma Stein.
O novo ciclo da EVEO conta com o aporte da XP, que fortalece a capacidade de investimento da empresa e amplia sua governança. Com esse reforço, a companhia mira a marca de R$ 500 milhões em receita, consolidando sua posição como referência nacional em infraestrutura de missão crítica.
Investimentos em infraestrutura
Nos últimos 60 dias, a EVEO executou um programa intensivo de melhorias operacionais e técnicas, com investimentos de milhões de reais distribuídos em seis frentes: arquitetura, conectividade, proteção, comunicação, suporte e operações. O escopo cobre desde a expansão física da infraestrutura até a renovação de processos e lideranças.
A EVEO opera com cinco regiões ativas, organizadas para ampliar disponibilidade, equilíbrio operacional e continuidade dos ambientes. A distribuição geográfica da infraestrutura reduz a dependência de um único ponto de presença e aumenta a capacidade de absorver variações de demanda sem comprometer a estabilidade dos ambientes hospedados.
Para os clientes, isso representa uma base mais sólida, com maior preparo para sustentar operações críticas com consistência e previsibilidade, independentemente da região em que o ambiente está alocado.
Cada data center da EVEO passou a contar com conectividades redundantes, estruturadas sobre rotas distintas de provedores de trânsito IP Tier 1. A lógica por trás dessa configuração é garantir que nenhum data center dependa de um único caminho de saída para a internet.
Na prática, isso significa que uma falha em um provedor de trânsito não compromete a conectividade do ambiente como um todo. As rotas alternativas entram de forma automática, mantendo a operação dos clientes estável. O resultado é uma malha de conectividade mais robusta, mais diversa e com maior capacidade de sustentação em cenários adversos.
Anteriormente, cada região contava com uma estrutura centralizada de mitigação. Agora, cada região opera com duas ou mais camadas independentes, sem dependência de uma única estrutura por localidade.
Esse redesenho tem implicações diretas para a proteção dos ambientes. Quando um volume anômalo de tráfego é identificado, a infraestrutura de mitigação absorve e filtra o ataque antes que ele alcance os servidores dos clientes. Com camadas adicionais por região, a EVEO amplia sua capacidade de resposta, reduz o impacto de eventos de grande escala e reforça a continuidade operacional dos ambientes hospedados.
Dois canais foram reformulados neste ciclo. A URA foi ampliada para suportar um volume maior de chamadas, com orientações mais claras e direcionamento mais objetivo, reduzindo o tempo que o cliente leva para chegar ao atendimento correto em situações de urgência.
O Status Page, que antes era acessado externamente, agora está disponível diretamente dentro da área logada do cliente. A mudança parece simples, mas tem um impacto relevante: o cliente passa a ter visibilidade em tempo real sobre o estado da operação sem precisar sair do ambiente da EVEO, com informações mais precisas e contextualizadas para o seu contrato.
A área de suporte técnico recebeu reforço na liderança com duas contratações. Adson Campos assume como diretor de suporte técnico e Douglas Vilella como gerente de suporte, ambos com experiência em gestão de operações, eficiência e foco na experiência do cliente.
A reestruturação vai além da hierarquia. O objetivo é aumentar a capacidade de resposta do time, padronizar processos de atendimento e elevar a qualidade da experiência ao longo de toda a jornada do cliente, desde o primeiro contato até a resolução de chamados mais complexos.
A diretoria de operações foi assumida por Laerte Fiorentini, com histórico em iniciativas de melhoria contínua em grandes empresas do mercado. A chegada de Fiorentini acelera a estruturação de processos operacionais mais disciplinados, com foco em previsibilidade, redução de variabilidade e evolução contínua das rotinas críticas da companhia.
O movimento também libera outras lideranças para se concentrarem em frentes estratégicas, ao mesmo tempo em que garante que a operação do dia a dia seja gerida com foco e metodologia específicos para esse tipo de função.
Toda a evolução foi financiada com recursos próprios da EVEO. A empresa expandiu conectividade, capacidade de mitigação e eficiência operacional sem transformar os investimentos em custo adicional para os clientes.
O conjunto de mudanças posiciona a EVEO para sustentar o próximo ciclo de crescimento com mais estrutura, governança e capacidade técnica.
O cenário que a EVEO construiu nos últimos meses não é o ponto de chegada, é a base para o que vem a seguir. Com liderança renovada, infraestrutura reforçada e o aporte da XP viabilizando novos investimentos, a empresa entra em uma fase em que crescimento e solidez operacional precisam andar juntos. A meta de R$ 500 milhões é uma referência, mas o que sustenta essa ambição é a capacidade de entregar consistência em cada operação crítica que passa pela sua infraestrutura. É nisso que a EVEO está investindo.
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