Blog da EVEO

Como reduzir a latência para usuários no Brasil

Escrito por Redação EVEO | Feb 2, 2026 9:27:48 PM

Reduzir latência para usuários no Brasil exige mais do que ampliar banda ou contratar links maiores. O fator decisivo costuma estar na proximidade da infraestrutura, no desenho das rotas e na forma como o tráfego circula entre provedores, clouds e pontos de troca locais. Quando aplicações rodam fisicamente distantes do público final, cada milissegundo extra vira atraso perceptível, especialmente em sistemas transacionais, voz, vídeo ou integrações em tempo real.

Por isso, arquiteturas que combinam presença regional, peering direto, cache distribuído e conectividade privada tendem a entregar respostas mais rápidas e estáveis. No fim, desempenho não nasce de promessas de velocidade, mas de decisões técnicas bem posicionadas no mapa.

No Brasil, com as distâncias continentais e uma infraestrutura ainda em evolução, latência é um ponto que não dá pra ignorar. Mesmo com velocidades médias de banda larga crescendo (chegando a cerca de 236,8 Mbps em 2025), isso não garante que os dados cheguem rapidinho de verdade.

Leia também: O que é latência baixa e por que ela influencia tanto na performance

E então, por que alguns usuários no Brasil ainda sentem aquela “preguiça” na rede?

Tá, aqui começa a parte que poucos contam numa reunião de arquitetura de rede: a latência não é só sobre velocidade bruta. Você pode ter 300 Mbps, mas se a rota dos dados fizer mil zig-zags pelo mapa, o tempo de resposta ainda vai te fazer olhar pro monitor e pensar “será que isso tá indo por Marte primeiro?”.

O Brasil tem pontos de troca de tráfego locais como o IX.br, onde provedores e grandes redes podem se conectar diretamente. Isso elimina a volta desnecessária dos dados pela internet global e reduz o caminho que o pacote precisa viajar, o que diminui a latência significativamente.

Mas não são todos que usam bem isso. Rotas mal planejadas ou dependência de links que passam por outros países antes de voltar pra cá ainda são realidade em várias arquiteturas.

Tá, mas como conseguimos mesmo fazer a latência cair de verdade?

Aqui a conversa fica prática. Primeiro, pensar onde sua infraestrutura “mora”. Se os servidores que atendem usuários no Brasil ficam na Europa ou nos EUA, prepare-se pra um bom delay. Há rotas modernas que já entregam latências abaixo de 60 ms, e isso muda tudo na prática.

Outra jogada esperta é edge computing e CDNs: distribuir partes da aplicação e conteúdo para locais mais próximos dos usuários. Isso significa menos viagem de pacote e respostas mais rápidas. Essa não é apenas teoria: em muitos casos, empresas que implementam cache e bordas veem quedas de latência perceptíveis sem precisar mexer na aplicação inteira.

E falando nisso, não há milagre tecnológico sem boas práticas de rede. Caches bem pensados, monitoramento constante e até ajuste de QoS podem transformar experiências: nem sempre é preciso hardware novo, às vezes é só trabalhar melhor com o que se tem.

Certo, mas e se o problema for rota ou backbone? Tem solução prática?

Sim, e aqui o papo fica interessante pra quem gerencia infra de cloud ou data center. Uma abordagem que está ganhando espaço é usar conectividade privada ou peering direto com provedores e cloud providers. Isso evita que o tráfego passe por rotas públicas, onde a imprevisibilidade pode explodir a latência. Em vários casos de quem adota isso, a redução chega a 30-60% comparado a caminhos via internet pública.

Você já viu em equipe alguém debater “mas o link tá ótimo, a latência é culpa da internet?” Pois é, isso acontece porque muitas vezes os saltos entre roteadores (e o caminho que o pacote escolhe) importa mais do que ter “muita velocidade”.

Uma boa analogia é escolher entre duas estradas: uma é uma autoestrada direta e a outra é um caminho cheio de desvios. A velocidade do carro pode ser a mesma, mas o tempo total da viagem vai variar demais.

Será que dá pra medir isso e provar pro time que não é “só impressão”?

Olha, medir latência deveria ser tão comum quanto medir uso de CPU em servidor. Ferramentas como ping, traceroute e observabilidade distribuída ajudam a enxergar em quais saltos a latência está crescendo.

E daí você testa: coloca uma aplicação numa região perto do usuário vs. em um data center remoto, roda os mesmos testes de ponta a ponta, compara números. Resultado costuma falar mais alto que qualquer conversa de “acho que está lento”.

Então resumindo:

Se a ideia é transformar discussão técnica em ação prática, algumas decisões costumam gerar impacto quase imediato. Vale priorizar hospedar aplicações em regiões próximas do usuário, usar CDN e cache para conteúdo estático, estabelecer peering direto ou links privados com operadoras e clouds estratégicas, além de revisar rotas com frequência para evitar tráfego internacional desnecessário. Também ajuda separar camadas críticas (APIs, banco, autenticação) para rodarem localmente, enquanto cargas menos sensíveis ficam centralizadas. Parece detalhe, mas essa combinação costuma cortar dezenas de milissegundos sem exigir mudanças profundas no código. É aquele tipo de ajuste que o usuário não vê, mas sente na hora.

Em 2025 esse já é um diferencial competitivo. Empresas que conseguem reduzir alguns milissegundos em aplicações sensíveis (fintechs, jogos, apps de voz/vídeo) percebem impacto direto na satisfação do usuário. Desenvolver pensamento de latência começa com a pergunta certa: “como fazer os dados chegar mais rápido onde importa?”

Reduzir latência depende de onde a infraestrutura está e de como ela se conecta ao usuário final. É exatamente nessa camada que a estratégia faz diferença. A EVEO, maior empresa de servidores dedicados e referência em private cloud, opera com data centers  Tier III em quatro localidades no Brasil e uma em Miami, Estados Unidos, o que permite posicionar workloads mais próximos dos clientes, encurtar rotas de tráfego e diminuir o tempo de resposta de forma concreta, não teórica.

Com conectividade direta, arquitetura distribuída e suporte especializado em ambientes críticos, a empresa ajuda times de TI a transformar desempenho em vantagem competitiva. Menos milissegundos na rede, mais fluidez para o negócio.